



Como escolher a correia para alta temperatura
A correia transportadora para alta temperatura é definida pela temperatura do material, pelo tempo de contato, pelo tipo de produto e pela necessidade de antiaderência ou passagem de ar. Existem três famílias principais: borracha resistente ao calor, tecidos de fibra de vidro com PTFE e correias com cobertura de silicone.
Correias de borracha resistente ao calor
São usadas no transporte de granéis quentes, como clínquer, cinzas, areia de fundição, fertilizantes e minérios após processos térmicos. Utilizam compostos de borracha formulados para calor e carcaça de lonas sintéticas. A cobertura superior protege a carcaça: quanto maior a temperatura do material, maior deve ser a espessura da cobertura. Materiais finos transferem mais calor à correia do que materiais em pedaços, porque ficam em contato contínuo com a superfície.
Esteiras de fibra de vidro com PTFE (Teflon®)
São fabricadas sob medida em tecidos de fibra de vidro ou aramida impregnados com PTFE. Oferecem antiaderência, resistência química e à radiação UV e trabalham em serviço contínuo até cerca de 260 °C. Estão disponíveis com tecido liso ou em malha aberta, que permite a passagem de ar quente ou frio, e podem receber tratamento antiestático.
Acabamentos e emendas usuais:
- Bordas reforçadas com tecido de aramida ou PTFE, costuradas ou fusionadas.
- Perfis laterais.
- Fechamento com grampo de aço inox, emenda desmontável tipo “bull nose” em aramida, espiral PEEK ou emenda fusionada.
Aplicações: túneis de encolhimento de embalagens, secagem e cura em estamparia e serigrafia, prensas de colagem e fusão de tecidos, fornos de alimentos, termoformagem e laminação.
Correias com cobertura de silicone
O silicone mantém flexibilidade e antiaderência em temperaturas elevadas e oferece boa aderência ao produto, sendo indicado para transporte de peças e produtos quentes e processos de colagem e embalagem.
Resumo por aplicação
| Condição | Família indicada |
| Granéis quentes e abrasivos | Borracha resistente ao calor |
| Antiaderência, passagem de ar e cargas leves | Fibra de vidro com PTFE |
| Produto quente que exige aderência e flexibilidade | Silicone |
Critérios para especificação e orçamento
- Temperatura do material em operação normal e nos picos.
- Tempo de contato e granulometria (pó, grãos, pedaços).
- Produto transportado e necessidade de antiaderência ou passagem de ar.
- Largura, comprimento e tipo de emenda.
- Velocidade, diâmetro dos tambores e dados do transportador.
- Ambiente: vapor, óleo, produtos químicos.
Para cotação, envie a temperatura do material, o produto transportado e as medidas da correia, com fotos do transportador.
Veja também:
- Correias transportadoras de silicone →https://beltcorreiasespeciais.com.br/correias-transportadoras-de-silicone-para-alta-temperatura/
- Emendas de correias →https://beltcorreiasespeciais.com.br/servicos-em-correias/
Perguntas frequentes:
Até que temperatura trabalha uma esteira de PTFE?
Esteiras de fibra de vidro com PTFE são usadas em serviço contínuo até cerca de 260 °C. Picos acima desse valor dependem do tecido e devem ser confirmados antes da especificação.
Material fino e quente danifica mais a correia do que material em pedaços?
Sim. O material fino fica em contato contínuo com a cobertura e transfere mais calor. Pedaços maiores têm menos área de contato, por isso a granulometria faz parte da especificação.
Quando usar borracha, PTFE ou silicone?
Borracha para granéis quentes e abrasivos; PTFE quando há necessidade de antiaderência, passagem de ar e cargas leves; silicone quando o produto quente precisa de aderência e a correia precisa manter flexibilidade.
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